Música

Procurando por música na internet, encontrei 2 milhões de resultados. Por dinheiro, 1 milhão de resultados. Comida 800 mil resultados em inglês. O que não quer dizer, claro, que se compra comida pela internet mais do que música. Entretanto, para o meio digital, o interesse por música é muito grande, dada a importância da música para as pessoas. Não se compreende o motivo completamente, ainda que se tenha certeza por comprovação científica que auxilia na cura dos doentes, no desenvolvimento das crianças, para a memória de quem precisa e tantos outros benefícios para o corpo, mente e alma.

Desde o útero materno, diz-se, que o feto ou a criança já é acostumada em música, escutando a todo o tempo o coração da mãe. Quando nasce prematuro, umas das técnicas não-ortodoxa é deixar o bebê todo o tempo amarrado à mãe no seu peito, onde, não apenas o calor da mãe acalenta a prole, como o som do coração e sua voz. Algo bastante parecido com os sons intra-uterinos.

Certa vez, assistindo a uma apresentação ( alguma coisa sobre inteligência e desenvolvimento ), uma senhora do grupo se levanta e diz que, para agregar inteligência aos ensinamentos da palestra, ela sugeria a música, já que era umas das poucas atividades que fazia integrar todas as inteligências existentes e acelerava o crescimento de outras. Cadência, ritmo, melodia, tempo, memória e sentidos.

Ainda que de forma injustificável em cruel, em alguns campos de concentração os prisioneiros eram recebidos com música, acredito para acalmá-los da situação de stress que passavam. As igrejas utilizam a música em suas celebrações. Os xamãs são evocados pela música dos tambores. Os rituais pagãos. Os espíritas e os batuques ( perdoem-me a falta do termo apropriado ). A música enebria se bem colocada e hipnotiza quem estiver predisposto. As cerimônias de casamentos são iniciadas e encerradas com música. Os aniversários são celebrados com a mais batida " Parabéns a você ". A música não discrimina raça, religião, cor, sexo ou qualquer outra classificação da existência humana.

A minha geração se lembra, ou pelo menos ouvir falar dos recordes de presença nos shows no Brasil do Queen, dos Rolling Stones no Rio, da Madonna e de tantos outros. No mundo afora o mesmo acontece. A hipnose é similar. Todos buscam a mesma satisfação.

Quem nunca parou para pensar no ato automático de ligar o rádio nos instantes seguintes de se entrar no carro. Quando triste, geralmente buscamos música triste. Quando felizes, música igual. Quando adolescente ( nem sempre a regra ) música pesada. Quando mais velho: música clássica, jazz, clássicos. Há aqueles que aprendem a gostar de um estilo de música, que o acompanha por toda a vida. Os céticos. Os inflexíveis. Os ecléticos, que aceitam todas as músicas e estilos. Os imparciais. Os indiferentes. Os obcecados. E profissionais: os músicos e os que vivem da música, os felizardos.

O velho sábio Jung pregaria o inconsciente coletivo em busca das repostas do motivo de tanto se buscar a música. Eu, na minha prosaica opinião chamaria de consciente coletivo em busca dos benefícios desta terapia.

Ouçam , escutem e sintam música diariamente.

Até a próxima.

Ricardo

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Sobre Ricardo: Formado e pós-graduado em administração, curioso sobre tecnologia, casado, com um filho e corredor.
http://www.ricardoromualdo.com

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